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ATUALIDADES
Sexos Opostos?
Por: Michele Carneiro
*Assessora Direta da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do TO
*Acadêmica do Curso de Serviço Social da Unitins
*Escreve no Blog: www.informativoosocial.zip.net
E-mail: micarneiro@hotmail.com
Homens e mulheres são diferentes! Isso não é novidade. No entanto, não significa que sejam opostos. Ao analisarmos a questão de gênero que determina a identidade feminina e masculina, pode-se observar que homem e mulher são seres distintos; assim como as mulheres também se diferenciam uma das outras e os homens não são iguais. Somos todos seres diferentes, únicos; mas não opostos.
Entretanto o que se observa, infelizmente, é que a sociedade patriarcal desde muito cedo educa suas crianças – muitas vezes sem perceber – com padrões culturais desiguais que faz com que a idéia da oposição entre os sexos se transforme em superioridade masculina e submissão feminina. As crianças crescem pressupondo que ser homem é melhor e maior do que ser mulher.
Dessa forma, é notável a necessidade de se rever todo o processo educacional, abarcando desde a família até a escola para que se consiga quebrar estereótipos e construir uma sociedade mais igualitária.
Atos simples como, por exemplo, cuidar da casa, de uma criança, de uma pessoa idosa ou mesmo de uma pessoa com deficiência, é visto como responsabilidade da mulher. O homem então seria irresponsável para tais tarefas? Não teria competência para tanto? Ou essa visão do que é tarefa masculina e feminina está, notória e arcaicamente, pré-determinada?
Ainda quando crianças, na hora das brincadeiras, os meninos até tentam se envolver com jogos e peças relacionadas ao lar... Mas são rapidamente vetados pelos pais que bravamente afirmam:“isso é brincadeira de menina!”. E em seguida são orientados a brincar com outro tipo de brinquedos como carrinhos ou armas. “Isso, sim, é coisa de menino!” afirmam.
Assim o cenário vai-se construindo, consolidando a idéia da oposição entre homem e mulher; entre masculino e feminino. Cenário que aponta para determinações pré-conceituosas ao enfatizar conceitos como o de que para o homem ficou a autonomia econômica e o espaço social; e para a mulher, a dependência financeira e o espaço doméstico.
No entanto, deve-se acreditar que outras histórias e outros cenários podem ser construídos. Atualmente várias mudanças estão em curso. Já é possível encontrar homens compartilhando tarefas simples como o cuidado e a atenção diária com a família e com a sua casa. E é nesse passo-a-passo cotidiano que é preciso disseminar e fortalecer, pouco a pouco, a luta pela igualdade de gênero e pela desconstrução da idéia de oposição dos sexos que tanto é levada ao pé da letra.
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